A pimenta preta, também conhecida como pimenta redonda e, no Brasil, como pimenta-do-Reino, é uma das mais antigas especiarias conhecidas.
As pequenas frutas provêm das drupas da planta trepadeira Piper nigrum L. da família Piperaceae, que se desenvolvem nas florestas equatoriais da Ásia. Quando imaturas, apresentam a cor verde, após o que se apresentam vermelhas; fervidas tornam-se negras e depois são secas. Quando ainda verde ou vermelho, o mesmo fruto pode ser seco ou conservado em salmoura, mantendo as cores originais. Quando maduro e seco, pode ser descascado, tornando-se na pimenta branca. Os seus grãos, secos e moídos, são bastante utilizados na culinária de diversos países.
Tem um sabor forte, levemente picante, proveniente de um composto químico chamado piperina. Por essa razão foi utilizada desde a Idade Média para disfarçar o sabor dos alimentos em vias de decomposição.
O comércio da pimenta era bastante ativo no subcontinente indiano, de onde era trazido por mercadores muçulmanos para o Ocidente, onde era distribuída por genoveses e venezianos. Históricamente o seu valor chegava a ser tão alto que ela foi utilizada como moeda: conta-se que Alarico I, o Visigodo exigiu de Roma um resgaste de ouro, prata e pimenta. A busca por essa especiaria, utilizada e valorizada desde tempos imemoriais, foi uma das principais causas da expansão - e apogeu - do império português no Oriente. Um quintal de grãos de pimenta (60 kg) chegou a valer, à época, 52 gramas de ouro.